Após 3 anos do Plano Diretor, novos prédios de uso misto surgem em SP

SÃO PAULO – Três anos depois da aprovação do Plano Diretor de São Paulo, – que visa a organizar o crescimento urbanístico da cidade – uma das características fundamentais da nova legislação começa a se revelar, ainda que timidamente, nas ruas paulistanas: os edifícios de uso misto, com torres residenciais e comércio. E com os primeiros projetos concebidos sob as novas diretrizes começando a ser lançados, especialistas avaliam que a paisagem da cidade só deve começar a mudar mesmo na próxima década.

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“O Plano Diretor é uma lei de médio e longo prazo, então para que se note realmente os efeitos, é preciso tempo. Demora mais de dez anos para que se consolidem os primeiros efeitos reais do novo plano, mas nesse meio tempo algumas coisas já começam a se perceber”, afirma o arquiteto e urbanista Valter Luis Caldana Junior, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde coordena o Laboratório de Políticas Públicas. “A fachada ativa é o retorno da conscientização de que a cidade precisa ser de uso misto. E essa ideia já pegou”, completa.

Conforme o Estado mostrou com exclusividade em 2015, um ano após a aprovação do Plano Diretor a emissão de licenças para prédios de uso misto mais do que dobrou na cidade. Foram liberados no período 120 edifícios que mesclam moradia, comércios e escritórios, ante 55 empreendimentos do tipo no ano anterior à aprovação da legislação.

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